olá guerra fria

por T. C. Soares em 31 de julho de 2013, 2 comments

Os EUA tem um avião que passa o ano todo voando ao redor de Cuba transmitindo programação de TV anticastrista. E Cuba passa o ano todo neutralizando o sinal.

Nos últimos seis anos, o governo dos EUA gastou mais de US$ 24 milhões para voar um avião em torno de Cuba e transmitir programação de TV patrocinada pelos americanos para os habitantes da ilha (nota: o canal é conhecido como Radio e TV Martí). Mas a cada dia que o avião voa, o governo de Havana congestiona seu sinal de transmissão. Poucos cubanos (se é que há algum), conseguem ver o que ele transmite.

O programa é executado pelo Broadcasting Board of Governors (BBG) dos EUA, que, nos últimos dois anos, pediu ao Congresso que acabasse com o programa. Como motivo, o órgão cita o seu gasto exorbitante e o duvidoso custo-benefício. “O sinal é fortemente embaralhado pelo governo cubano, limitando significativamente o alcance dessa plataforma e seu impacto sobre a ilha”, diz o pedido de orçamento para o ano fiscal administrativo de 2014.

(…)

Mas, independente do que acontecer, a programação da Rádio e TV Martí não acabará como um todo. O BBG está entusiasmado com a possibilidade de outros métodos para levar sua programação aos telespectadores e ouvintes cubanos: divulgação de DVDs, distribuição de pen drives, transmissão via satélite e até mesmo um possível novo aplicativo para smartphone. As várias soluções alternativas carregariam, todas, a programação da Martí.

Da Foreign Policy.

2 opiniões sobre “olá guerra fria

  1. O FAQ do site da TV Martí tem uma resposta linda:

    Q: Do you try to persuade audiences to have a positive view of the United States or to support specific U.S. policies?
    Our mission is to inform, engage and connect people around the world in support of freedom and democracy. We do this by broadcasting accurate, objective, balanced news and information about the United States and the world. By doing so, and by serving as an example of free and professional journalism, we serve the long-range interests of the U.S.

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